
12 de fevereiro de 2011
O caminho da Concórdia
"A guerra é mãe de todas as cousas", afirmava o General Golbery, ideólogo da ditadura militar no Brasil. Claro que o homem tinha razão, ainda mais analisada a trajetória da espécie humana em vasta perspectiva. Invasões, batalhas, dominação, escravaturas - é disso que se trata. A paz é, então, uma quimera. Uma licença poética da História e de seus redatores. Sobrevirá um dia? Na chegada de um messias? Religiões, ficções. Licença! Poética! Ficciono em paz e verso: Vejo o dia em que o homem mais branco que existe na Terra, à primeira vista o mais perfeito espécime caucasiano, Mas na verdade preto, Filho do mais velho homem que já houve, Mais preto porque mais pronto, A pele pronta para o sol e para a noite, Evolução primordial Voltará à África, à Mãe E pelos seus pais, irmãos e filhos Será visto, alvo, supremamente Branco E será reconhecido como um preto Como todos os pretos que existem Ou como por qualquer outra cor de pele Cores que deixarão de ser vistas Será abraçado, virará Deus, o Messias E reinará Imperador de um Reino De milhões de imperadores Todos pretos, todos brancos Todos Deuses, todos Messias Todos humanos Fim dos disparos, das explosões Glória do amor e da Paz Sobrevirá a passagem dos estágios Bélico, belicoso, belicista, beligerante: Belisário!

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