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12 de fevereiro de 2011

O caminho da Concórdia

"A guerra é mãe de todas as cousas", afirmava o General Golbery, ideólogo da ditadura militar no Brasil. Claro que o homem tinha razão, ainda mais analisada a trajetória da espécie humana em vasta perspectiva. Invasões, batalhas, dominação, escravaturas - é disso que se trata. A paz é, então, uma quimera. Uma licença poética da História e de seus redatores. Sobrevirá um dia? Na chegada de um messias? Religiões, ficções. Licença! Poética! Ficciono em paz e verso: Vejo o dia em que o homem mais branco que existe na Terra, à primeira vista o mais perfeito espécime caucasiano, Mas na verdade preto, Filho do mais velho homem que já houve, Mais preto porque mais pronto, A pele pronta para o sol e para a noite, Evolução primordial Voltará à África, à Mãe E pelos seus pais, irmãos e filhos Será visto, alvo, supremamente Branco E será reconhecido como um preto Como todos os pretos que existem Ou como por qualquer outra cor de pele Cores que deixarão de ser vistas Será abraçado, virará Deus, o Messias E reinará Imperador de um Reino De milhões de imperadores Todos pretos, todos brancos Todos Deuses, todos Messias Todos humanos Fim dos disparos, das explosões Glória do amor e da Paz Sobrevirá a passagem dos estágios Bélico, belicoso, belicista, beligerante: Belisário!

16 de julho de 2010

Sacrifício al revés


[SUPRIMIDO O EXÓRDIO]


Por ti yo
nunca dejaría mi vida
No perdería esas noches largas
Ni las del bar, ni las mías solas

Estar despierto es mi libertad

Mis bajas estrellas
Mi caminar junto al gris, sucio, libre

Perdería el sueño
El sueño para estar despierto
Y contigo pasar las noches
Oyendo voces durmientes
Sueños
Cómplices y íntimos

Y me levantaria tempranito
A las siete o peor
Y salía a trabajar
En días fríos de ciudades calientes, termales

Y esperaría el bus,
y hablaría con la gente
Diría el "buen día",
Quizás proclamando: "señor conductor"!

Para regresar, sin otros sueños
Si no de estar entre nuestras voces
Durmientes, calladas, íntimas, cómplices
Oyendo nuestro silencio